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Engenhos do rio Paraíba – a destruição antes do conhecimento

Juliano Carvalho

Faculdade de Arquitetura

Univesidade Federal da Paraíba (UFPB)

 

A várzea do rio Paraíba e seus engenhos

A ocupação da várzea do rio Paraíba pelos portugueses, no final do século XVI, foi o marco inicial da colonização da capitania de mesmo nome e significou, em seu início, parte do processo de proteção e expansão da economia açucareira das capitanias ao sul (Pernambuco e Itamaracá), inseridas, por sua vez, no pacto colonial europeu da Idade Moderna (Gonçalves, 2003).

Imagem 1. Localização da Paraíba (em vermelho) no Brasil e na América do Sul.

Imagem 2. Localização da várzea do rio Paraíba (em vermelho) no estado da Paraíba.

Ocupada e explorada a Paraíba em nome do açúcar, sua identidade certamente é a identidade do negócio. E, mesmo sendo esse negócio interesse exclusivo das elites, foi o açúcar que, de fato, viabilizou a formação de uma sociedade em que se relacionavam homens de cabedal e despossuídos; brancos, vermelhos e, posteriormente, pretos. Em outras palavras, a vida de toda uma população esteve, durante três séculos, direta ou indiretamente ligada ao universo da produção açucareira. Produção essa que se dava em um locus específico: os engenhos – termo que designou, sucessivamente, a máquina de moer a cana, a edificação que continha esta máquina, e, por fim, a grande fazenda agromanufatureira de açúcar. Daí a importância do estudo desse universo.

Do ponto de vista arquitetônico, os conjuntos edificados dessas fazendas eram complexos, por envolver quatro programas/edificações básicos – a casa-grande, a senzala, a capela e a casa de engenho propriamente dita (fábrica ou moita), que variaram no tempo e podiam se fundir ou se subdividir – além de edificações complementares, como currais, oficinas e depósitos. Apesar de não serem raros os casos em que duas ou mais funções desenvolviam-se num mesmo prédio, geralmente cada edificação correspondia a uma função, especialmente na Paraíba e em Pernambuco.[3]

Permanecendo como base da economia local até o século XIX, quando o algodão adquiriu grande relevância, os engenhos da várzea do Paraíba só vieram a se extinguir na primeira metade do século XX, no quadro da industrialização da produção de açúcar, quando foram superados pelas usinas (Moreira e Targino, 1997)[4]. Desde o fim de suas atividades, sofrem degradação e esquecimento progressivos, para os quais contribuem a substituição dos antigos proprietários, a modificação nas relações de produção (com o conseqüente desligamento morador/território/edificações) e o descaso governamental. Tais fatores são agravados pela situação rural dos bens em questão, o que os desvia da atenção pública. Faltam iniciativas de restauração e reutilização à maioria destas edificações, além da proteção precária, mas indispensável, do tombamento. Como conseqüência, inúmeros exemplares têm sido destruídos pelo tempo e pelo homem, num processo rápido que tem se intensificado nas duas últimas décadas, sem que tenham sido ao menos documentadas e estudadas adequadamente.

Como exceção à regra do abandono completo, surgem, à primeira vista, duas antigas capelas de engenho tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional[5], que já sofreram algumas obras de restauração, e que constituem conhecidos marcos da arquitetura colonial local. Também há duas casas grandes bem preservadas, no município de São Miguel de Taipu[6], e uma casa grande e uma moita em João Pessoa. Considerando que, neste mesmo universo, ainda havia 51 engenhos funcionando em 1910 (Tavares, 1910), com 150 a 200 edificações, percebe-se a gravidade da situação atual, com apenas 6 construções devidamente preservadas. Atente-se, especialmente, para o fato de que apenas uma casa de engenho – o coração da fazenda – persiste em bom estado de conservação. Em contrapartida, percorrendo a várzea é comum ver os bueiros dos antigos engenhos, perdidos em meio aos canaviais, como únicas testemunhas de todo um conjunto edificado levado pelo tempo e pela ação humana.

Diante do cenário delineado e dentro de suas limitações metodológicas[7], o presente pré-inventário pretende montar um banco de dados amplo, que sirva, simultaneamente, como registro parcial[8] de um acervo em vias de desaparecimento, como diagnóstico de sua situação atual, como semente para iniciativas públicas e particulares de preservação e restauração (especialmente por parte do órgão estadual de preservação[9] e das usinas proprietárias da maioria das edificações), e como estímulo para o surgimento de novos trabalhos acadêmicos de profundidade sobre cada engenho específico[10].

 

Diagnóstico da situação atual

A presente pesquisa encontra-se na fase de sistematização dos dados coletados em campo, que serão integrados com os dados documentais e bibliográficos num Sistema de Informações Geográficas, de forma a permitir sua análise completa. O software utilizado é o ArcGis, e a conclusão está prevista para novembro de 2005. Assim, é impossível apresentar conclusões definitivas neste momento, mas é possível fazer uma série de considerações preliminares, a partir de observações feitas in loco, que virão a nortear a análise posterior.

Conforme o mapa que se segue, 52 sítios de antigos engenhos foram identificados na área de estudo. Consideraram-se identificados aqueles sítios aos quais foi possível associar uma coordenada geográfica segura que indicasse sua localização, mesmo nos casos em que não havia mais vestígio físicos visíveis, sendo necessário contar com informações verbais da população local. Além desses, coletaram-se dados de mais 13 sítios, compreendendo essencialmente capelas rurais isoladas e sedes antigas de usinas.

Imagem 3. Ao fundo a bacia do rio Paraíba (Paraíba, 2002). Em vermelho, a localização dos 66 sítios pré-inventariados. Em azul, o rio Paraíba e, em preto, o polígono da área de estudo.

A avaliação do estado de conservação dos sítios se deu em função do grau de preservação das suas edificações componentes e da sua ambiência, conformada por um conjunto de elementos como vegetação, pavimentação, uso do solo etc. A classificação utilizada tem 6 graus decrescentes de conservação –  A/ B/ C/ D/ E/ F. Os resultados (imagem 4) mostram que apenas 5 sítios podem ser considerados próximos do estado ideal (duas ou mais edificações em bom estado, ambiência preservada), enquanto 29 tem apenas vestígios de edificações (E) ou mesmo edificação nenhuma (F).

 

 

 

 

Imagem 4. Gráficos representando o estado de conservação dos sítios e edificações pré-inventariados.

No caso das edificações, a avaliação do estado de conservação previu 4 graus decrescentes (A/ B/ C/ D), sendo os dois primeiros para edificações, o terceiro para ruínas e o quarto para vestígios. Entendeu-se que a edificação passa a ruína quando sua coberta desaba, e que as ruínas passam a vestígios quando não é mais possível, à primeira vista, uma leitura de planta baixa.

Os dados demonstram, também na escala das edificações, o péssimo estado desse acervo. A quantidade equilibrada de exemplares em cada categoria não significa uma situação estável. Ao contrário, mostra que a quantidade de prédios ainda “em pé” é semelhante à daqueles que já ruíram. Isso sem considerar aqueles dos quais não restam mais vestígios: muitos exemplares valiosos desapareceram por completo, como as moitas dos engºs Espírito Santo e Prazeres e as casas grandes do Massangana e do Itapuá. Delas só restam poucas fotografias, e nenhum levantamento. Outros encontram-se irremediavelmente comprometidos, pois se transformaram em ruínas, como, entre muitos, as moitas dos engºs da Graça, Corredor e Santana e as capelas do São João e São Felipe.  A capela do engº Gargaú, por sua vez, teve seus bens integrados roubados no ano de 2003. Finalmente, alguns dos poucos exemplares que permanecem íntegros, como as capelas dos engºs Santa Luzia e N. S. do Pilar e a moita do Maraú necessitam de projetos urgentes de restauração e reutilização, antes que tenham o mesmo destino que os outros.

O diagnóstico da situação atual permite ainda delinear, a partir da comparação com as fotografias de 15 anos, a rapidez dramática do processo de degradação, exemplificada pelas imagens 5 e 6.

Imagem 5.  Moita do engº Corredor em 1991 (Ramos e Miranda, 2004).

Imagem 6. Ruínas da moita do eng° Corredor em 2004.

 

Considerações preliminares sobre o acervo inventariado

Os 65 sítios inventariados, com suas 85 edificações consideradas de interesse arquitetônico, são apenas uma fração – certamente a mais significativa – dos engenhos do estado da Paraíba (ver nota 6). Porém, mesmo considerando todos os engenhos da Zona da Mata paraibana, tratar-se-ia de um acervo, em seu todo, menos numeroso e menos exuberante que o da Zona da Mata pernambucana (Gomes, 1997) e o do recôncavo baiano (Bahia, 1980). Neste contexto, sua importância enquanto conjunto advém de sua representatividade de uma ocupação menos densa e com menos recursos do que as citadas. Ao mesmo tempo, há alguns exemplares paraibanos excepcionais, que se destacam no conjunto pela raridade ou por seu valor intrínseco, se equiparando aos melhores exemplares baianos e pernambucanos. Enumeraremos aqui a maioria destes exemplares.

A moita do engº Maraú é notável por ser a única na área de estudo que permanece com telhado; a do Itapuá, pela complexidade de sua estrutura de coberta piramidal, e os vestígios das moitas do Tibiri e da Graça pela preocupação formal determinante em sua construção (preocupação esta que é exceção, no caso das moitas de engenhos). No caso das senzalas, apenas uma edificação com alta probabilidade de ser original foi identificada. Localizada no Itapuá, e preciosa por sua raridade, ela sofreu, em época remota, uma reforma que lhe mascarou o aspecto, embora o interior tenha sido preservado, com seus cubículos abrindo para uma circulação comum.

Imagem 7. Moita do engº Maraú.

Imagem 8. Antiga senzala do eng° Itapuá.

 

No caso das capelas, as dos engºs da Graça e Gargaú são notáveis pela riqueza do seu trabalho de cantaria; a de N.S do Desterro, por ser um segundo exemplar de capela com copiar no Estado[11], que permanece praticamente inédito; a de N. S. do Livramento, pelas características arcaicas de sua fachada e pelo altar rococó todo em pedra calcária lavrada. Já entre as casas grandes remanescentes, destacam-se as dos engºs Oiteiro e Una, pela imponência de seu neoclassicismo, e as do Paul e do Corredor pela tipicidade dos alpendres.

Imagem 9.  Capela do engº Gargaú.

Imagem 10. Capela de N. S. do Desterro.

Imagem 11.  Altar da capela de N. S. do Livramento.

Imagem 12. Casa grande do engº Oiteiro.

 

No que se refere à implantação dos conjuntos edificados e à sua relação com a paisagem, é possível perceber algumas variações: enquanto muitos engenhos ficam no sopé das encostas que delimitam a várzea, outros ficam bem no meio dela, sobre pequenas elevações, ou mesmo no plano. Nestes pontos, persistem manchas verde-escuras, geralmente de imensas mangueiras (às vezes, algumas palmeiras imperiais), em meio ao monótono canavial verde-claro. Muitas vezes, estas árvores servem como única referência da localização de antigos sítios.

Também é possível perceber claramente a distinção entre a zona mais úmida da várzea, a nordeste, mais próxima do litoral, e a zona mais seca, a sudoeste. Na primeira, com a várzea mais larga, os engenhos de distribuem de forma mais variada, e as usinas são detentoras de toda a terra. Na segunda, com a várzea mais estreita, es engenhos sempre estão próximos ao rio, e se mesclam diversas atividades agrícolas.

Imagem 13.  Várzea úmida no município de Cruz do Espírito Santo.

Imagem 14. Várzea seca no município de São Miguel de Taipu.

 

Finalmente, no que tange aos agentes de degradação, e salvo as exceções, percebe-se como se distinguem as ações de dois tipos de proprietários: as usinas e fazendeiros. No primeiro caso, o processo de expulsão dos trabalhadores do campo, de derrubada de casas e árvores e de plantação de cana até meio palmo de distância dos monumentos é mais ativo e se encontra numa fase mais avançada. A impressão que se tem é que o objetivo é a terra arrasada, absolutamente limpa e contínua, sem “mácula” alguma que impeça o trabalho dos tratores. Já no caso dos fazendeiros em geral, que se dedicam às mais variadas atividades, embora também seja perceptível esta tendência, ela se encontra numa fase muito mais preliminar: mesmo com as edificações abandonadas, a ambiência delas de alguma forma se preserva. Estes dois estágios de degradação são conseqüência direta dos diferentes graus de intensidade do uso da terra. Ressalte-se, ainda, a ação dos grupos de trabalhadores sem-terra[12]: após uma ação inicial ofensiva, em que alguns monumentos foram impiedosamente destruídos, eles tendem a agir como os fazendeiros, simplesmente abandonando as edificações, sem preocupações maiores em derrubá-las ou preservá-las.

À guisa de conclusão, pretende-se chamar a atenção para o altíssimo risco que o acervo pré-inventariado corre. Já irremediavelmente desfigurado, e considerando o atual ritmo de degradação, o conjunto dos engenhos estudados perderá, ainda nesta década, vários outros de seus exemplares mais relevantes. Desta forma, se não houver uma intervenção direta (coordenando estado e proprietários), em poucos anos a idéia dos engenhos do rio Paraíba como um universo patrimonial comum, fundado em similitudes e alteridades, estará perdida para sempre – pela falta dos exemplares que conformam essas semelhanças e diferenças.


 

Referências

 ALMEIDA, Antonio Augusto de. Brejo Paraibano – Contribuição para o inventário do Patrimônio Cultural. João Pessoa: Secretaria de Educação e Cultura/ Departamento de Produção Gráfica, 1994.

ANDRADE, Gilberto Osório de. O rio Paraíba do Norte. João Pessoa: Universitária/ Conselho Estadual de Cultura, 1997. Fac-símile da edição de 1957.

AZEVEDO, Esterzilda Berenstein de. Arquitetura do Açúcar. São Paulo: Nobel, 1990.

BAHIA. Secretaria da Indústria e Comércio. Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia (IPAC/BA). Salvador, 1980.

BARLAEUS, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 1980 (fac-símile das edições de 1647 e 1940)

DANTAS, Elisana Amélia. Capela da Graça: Restauração. João Pessoa, 2005. Monografia (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) – Centro de Tecnologia, Universidade Federal da Paraíba.

DIAS, Margarida Maria. Intrepida ab Origine – O Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e a produção da história local. João Pessoa: Almeida, 1996.

GOMES, Geraldo: Engenho e arquitetura – Tipologia dos antigos engenhos de açúcar de Pernambuco. Recife: Fundação Gilberto Freyre, 1997.

GONÇALVES, Regina Célia. Guerras e Açúcares – Política e Economia na Capitania da Parayba (1585-1630). São Paulo, 2003. 303 f. Tese (Doutorado em História Econômica) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.

HERCKMAN, Elias. Descrição Geral da Capitania da Paraíba. João Pessoa: A União, 1982 (relatório original e 1639).

MARTINS, Carla Gisele M. S. Antigo Engenho Una. Requalificação do conjunto edificado. João Pessoa, 2005. Monografia (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) – Centro de Tecnologia, Universidade Federal da Paraíba.

MIRANDA, Nivalson. Sem título. 1991. 1 painel em azulejos: color.; 225 x 150 cm. Associação dos Plantadores de Cana-de-Açúcar da Paraíba, João Pessoa.

MIRANDA, Nivalson. Sem título. 1992a. 32 peças em cerâmica vitrificada: p. & b.; 20 x 30 cm. Associação dos Plantadores de Cana-de-Açúcar da Paraíba, João Pessoa.

MIRANDA, Nivalson. Sem título. 1992b. 100 peças em cerâmica vitrificada: p. & b/ color.; 20 x 30 cm e 15 x 30cm. FUNJOPE, João Pessoa.

MOREIRA, Emilia; TARGINO, Ivan. Capítulos de Geografia Agrária da Paraíba. João Pessoa: Universitária, 1997.

OLIVEIRA, Elza Regis. A Paraíba na crise do século XVIII: subordinação e autonomia. Fortaleza: BNB/ETENE, 1985.

PARAÍBA. Governador (1851-1853: Albuquerque). Relatorio aprezentado a Assemblea Legislativa Provincial da Parahyba do Norte pelo excellentissimo presidente da provincia, o dr. Antonio Coelho de Sá e Albuquerque, em 2 de agosto de 1851. Parahyba: Typ. de José Rodrigues da Costa, 1851.

RAMOS, Adauto. Engenho Santos Reis – Roteiro para sua história. João Pessoa: edição do autor, 1999.

RAMOS, Adauto. Maria Menina do Itapuá. João Pessoa: edição do autor, 2003.

RAMOS, Adauto e MIRANDA, Nivalson. Várzea. 2004. 3 álbuns: p. & b/ color.; várias dimensões.

TAVARES, João de Lyra: A Parahyba, v.2. Parahyba: Imprensa Oficial, 1910.


[1] Este texto apresenta os resultados preliminares do Pré-Inventário dos Engenhos da Várzea do Rio Paraíba (estado da Paraíba), no nordeste do Brasil. Esta pesquisa vem sendo desenvolvida desde agosto de 2004, como trabalho final de graduação em Arquitetura e urbanismo de seu autor, sob a orientação da profª drª Nelci Tinem, e é vinculada ao Núcleo de Documentação e Informação Histórica e Regional da Universidade Federal da Paraíba.

[3] Nos casos da Bahia, Rio de Janeiro e São Vicente (São Paulo), são mais comuns as associações casa-capela e casa-fábrica (Azevedo, 1990; Gomes, 1997).

[4] É importante observar que há, na Paraíba, uma segunda região ligada à cana-de-açúcar, o brejo, cujo acervo foi registrado por Almeida (1994) em trabalho que constitui referência na matéria.

[5] Capela do engenho da Graça, no município de João Pessoa (capital do estado) e capela do engenho Una, no município de Santa Rita. Embora também localizadas na várzea do Paraíba e tombadas pelo IPHAN, não consideramos aqui as capelas de N. S. do Socorro e N. S. das Batalhas, visto que ambas não faziam parte de engenhos.

[6] Engenhos Novo, Oiteiro (SMT) e Paul (JP).

[7] As plantas de situação e as plantas baixas elaboradas são croquis em escala aproximada, em vez de levantamentos métricos precisos.

[8] Apenas as várzeas adjacentes ao rio Paraíba foram inventariadas, estando excluídas outras várzeas açucareiras da mesma bacia e dos rios Gramame, Miriri, Mamanguape e Camaratuba.

[9] IPHAEP – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba.

[10] No ano de 2005, foram apresentadas à UFPB monografias de graduação em Arquitetura e Urbanismo sobre dois engenhos da várzea do rio Paraíba (Martins, 2005; Dantas, 2005).

[11] O outro exemplar, célebre, é a capela de N. S. do Socorro.

[12] Detentores de uma série de assentamentos em antigos engenhos: Santana, Massangana, Maraú, Itapuá e Taipu.