España
:
PAMPLONA |
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El Euskal Jai fue inaugurado en 1909 y contaba con unas galerías
metálicas que conformaban el graderío de contracancha y del
rebote, de un magnífico estilo modernista, que en cualquier
ciudad culta de Europa sería un auténtico lujo mimado por las
instituciones. El valor económico actual de estas estructuras es
incalculable. Además, habían sido construidas “in situ” y unidos
todos sus elementos. pilares de fundición y arquerías de forja,
con los característicos remaches o roblones típicos de esa época
y estilo (todavía no existía la soldadura eléctrica), siendo la
misma técnica empleado por Eiffel y todos los ingenieros de la
época. Pamplona es una ciudad con muy poca arquitectura
modernista, pero éste era un caso único de modernismo en
estructura metálica.
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España
:
SALAMANCA |
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El GRAN HOTEL ni es un dechado artístico ni está declarado
BIC y en eso se amparan los especuladores de turno, para
arrasarlo en pro de apartamentos de lujo. Pero El GRAN
HOTEL, digna edificación de piedra de Villamayor, desde hace
años, es parte de un conjunto del casco histórico, en el que
convergen y conversan la Gran Plaza Mayor con dos arcos, el
Mercado modernista, el Corrillo y San Martín, los arranques
de S. Pablo y la Rua, Menéndez, San Justo y toda su trasera
con la Pl. del Ángel, Varillas, y luego San Julián, Pozo
Amarillo, soportales del mercado...No cabe duda que
despersonalizarán y desfigurarán el conjunto, como se
desfiguró recientemente el comienzo de la calle Toro...y lo
que es peor, ¿cómo va a afectar el socavón a la propia Plaza
Mayor, a todo los demás edificios colindantes y justamente
cuando se intenta cantar las glorias de nuestra joya de la
corona, de valor universal , en la celebración de los 250
años de su nacimiento?
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Brasil
:
SALVADOR DA BAHIA |
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"É preciso que se impeça, a qualquer custo, o desmonte
do prédio da Prefeitura de Salvador. O Brasil não merece."
Maria Elisa Costa |
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Fuente: Vitruvius : Minha Cidade |
"De: Maria Elisa Costa
Data: Saturday, October 16, 2004 12:14 AM
Assunto: Prefeitura de Salvador
Anos 80. Um grande cartaz avisa: “faltam 9 dias”. Para
que? Para a inauguração da nova sede da Prefeitura de
Salvador, em pleno coração da cidade. O inédito? A
obra havia sido iniciada há 3 dias!
Obra difícil, com o edifício apoiado em estrutura
pré-existente. Projeto concebido com extremo cuidado,
delicadeza e competência. A implantação do prédio
define a praça, onde dialogam momentos diferentes da
arquitetura da cidade. Sua presença suspensa e leve,
não rouba ao transeunte a visão da linha do horizonte
do mar enquanto caminha. O ar passa, a escala é
impecável.
O edifício consegue ser ao mesmo tempo inovador e
discreto, não pretende o primeiro plano, é como um
instrumento a mais inserido numa harmonia já
estabelecida. Sua presença ali confirma o ponto de
vista de Lucio Costa junto ao Patrimônio Histórico,
quando afirmava que a boa arquitetura de hoje sempre
convive bem com a boa arquitetura do passado.
A cada vez que passo por ali, a impressão de acerto se
confirma, aquela prefeitura é motivo de orgulho para
qualquer um, é respeitada e visitada por arquitetos do
mundo todo. Feita pela mão de João Filgueiras Lima, o
Lelé, é uma contribuição brasileira em termos
internacionais.
Agora, o espanto: acabo de ser informada que a
Procuradoria “acusa” o acerto de ser um erro, de
comprometer a ambientação arquitetônica, e pretende
demolir o edifício!!! Que loucura, alguma coisa está
errada.
Certamente o Instituto de Arquitetos tomará as devidas
providências para recorrer de uma decisão dessas, mas
o que me assusta vai além: que fim levou o
discernimento das pessoas? Por que será que a gente
insiste em andar um passo pra frente outro pra trás,
por que essa dificuldade em dar valor aos nossos
valores?
O triste é que não foi sempre assim. Grandes saudades
de JK, o anti-medíocre por excelência, dos tempos
férteis que nos deram a bossa nova, a primeira Copa do
Mundo, o cinema novo, Brasília. Tempos em que a
qualidade brasileira era levada a sério.
É preciso que se impeça, a qualquer custo, o desmonte
do prédio da Prefeitura de Salvador. O Brasil não
merece.
[Maria Elisa Costa, arquiteta, ex-Presidente do IPHAN
– Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional]
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